LOCALIZAÇÃO

A 240 km de Paris, está situada a cidade de Tours, uma das maiores do Valée de la Loire que conta com uma boa infraestrutura turística. Na Idade Média, foi um importantíssimo centro político e comercial. Em Tours, não há castelos, mas uma linda catedral, diversos museus e vários edifícios medievais, principalmente no centro antigo, que conserva inúmeras casas de colombage (feitas com toras de madeira intercaladas com alvenaria). Nas proximidades da cidade, estão localizados muitos castelos, dentre os quais se destacam o Castelo de Chenoneau, Castelo de Azay-le-Rideau, Castelo de Ussé e Castelo de Villandry.

VINHOS

De todas as regiões da França, nenhuma oferece uma variedade de vinhos secos, doces e espumantes como o Valée de la Loire. Por isso, os franceses costumam descrever a região como a parte em que a vida é mais doce. Considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Vallée de la Loire é uma paisagem excepcional. A constituição de variados terroirs – mosaico de solos, relevos e orientações – explica a diversidade dos vinhos desta região.

DENOMINAÇÕES

Globalmente temperado, o clima do Vallée do Loire é oceânico na região de Nantes e, em Anjou, os fluxos oceânicos são progressivamente contidos pelo relevo das colinas, ao mesmo tempo em que há uma influência continental de Saumurois a Touraine. Em Nantes, as videiras se espalham sobre colinas ensolaradas, refrescadas pelas influências oceânicas. Dessa forma, o vinhedo conhece grandes variações de irradiação solar e de precipitações, o que determina as características das safras. Já Anjou se caracteriza pelo clima oceânico: invernos pouco rigorosos, verões quentes, com uma boa irradiação solar, e baixas diferenças térmicas. Além disso, é possível apontar alguns microclimas muito secos, nos quais desabrocha uma flora mediterrânea. Em Saumurois, as colinas freiam os ventos do oeste, tornando o clima semi-oceânico e as variações sazonais são naturalmente mais marcadas. Esse é também o caso da Touraine que se situa no entroncamento das influências oceânicas e continentais. A sucessão de vales com orientação leste-oeste, na qual a influência continental é mais atenuada, favorece a existência de microclimas particularmente propícios à cultura da videira.

TERROIR

Em Nantes, existem três grandes tipos de solo: arenosos; originários de rochas ácidas ricas em minerais potássicos e, por fim, provenientes de rochas alcalinas, ricas em minerais ferro-magnesianos. As rochas sedimentares são constituídas de grés armoricanas ou de xistos; as rochas eruptivas são de granito ou de gabros; e as rochas metamórficas são de gnaisse, de micaxisto, de anfibolitos ou de serpentinas. Em Anjou, o subsolo é composto principalmente de xistos de ardósia, xistos de grés e carboníferos do Maciço Armoricano. Ali, são encontrados filões eruptivos de espilitas, riolitas e ftanitas. Em Touraine, o subsolo é composto de greda de pedra branda e porosa da Bacia Parisiense com solos argilo-calcários ou de argilas se sílex; os terraços das margens do Loire e de Vienne são constituídos de areias e cascalhos. Por sua vez, as margens do Cher são frequentemente compostas de solos de argila com sílex. De maneira geral, essa região se caracteriza igualmente por uma enorme variedade de microclimas, conforme as diferenças de altitude e de orientação das colinas.

VINHEDOS

A harmonia entre castas e terroirs, na qual a diversidade se conjuga em uma unidade, é ainda mais excepcional, à medida que algumas das grandes castas da região têm sua origem no Vallée de la Loire, enquanto muitas outras vêm do leste ou do sudeste da França. A grande originalidade dos vinhos do Loire provém do fato de eles serem, em sua maioria, provenientes de uma casta única: Melon de Bourgogne em Nantes; Chenin, Cabernet e Gamay em Anjou, Saumur e Touraine; Sauvignon e Pinot Noir em Touraine e no Centro, como também Grolleau, Pinot Meunier, Pineau d'Aunis, Romorantin. Essa variedade de castas, única no mundo, oferece uma gama bastante diversificada e de alta expressão.

PARTICULARIDADES

O vinhedo de Nantes foi plantado pelos Romanos há mais de 2000 anos. Mas, somente por volta do século V, o nascimento da viticultura no Vallée de la Loire é identificado, visto que, em 582, Grégoire de Tours fez referência à existência do vinhedo de Touraine pela primeira vez. Ao longo dos séculos seguintes, a influência dos monges agostinianos e beneditinos se revelou preponderante para o desenvolvimento dos diferentes vinhedos. Os religiosos exploraram a videira e souberam tirar o melhor partido dos inúmeros eixos de comunicação que a região de Nantes oferecia. Outra peculiaridade do Loire é a utilização do rio como meio de circulação ideal entre os diferentes portos do local, de Nantes a Saint-Thibault, ao pé de Sancerre, passando por Angers, Chalonnes, Tours, Vouvray e Orléans.

CONHEÇA OS VINHOS DESTA REGIÃO