LOCALIZAÇÃO

Delimitada por uma lei em 1927, a área de produção da Denominação de Origem Controlada (AOC) Champagne cobre cerca de 34000 hectares. Situada a 150 km de Paris, ela engloba 319 crus diferentes (comunas) em cinco departamentos: Marne (67%), Aube (23%), Aisne (9%), Haute-Marne e Seine-et-Marne.

VINHOS

Champagnes são símbolos de excelência. Há séculos, são os convidados especiais de eventos nobres pela Europa. Atualmente, estes espumantes representam sofisticação. Afinal, sua exclusividade está presente até no nome. Estes rótulos são produzidos à base das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

DENOMINAÇÕES

Mundialmente conhecida, a denominação Champagne não se fez de um dia para o outro. Tudo começou com um terroir absolutamente diferenciado, que deu origem ao mais original dos vinhos, graças ao talento dos produtores que souberam expressar a sua delicada tipicidade na efervescência das produções. A originalidade se transformou rapidamente em renome, inicialmente pelo impulso de pioneiros que fizeram com que esses vinhos de exceção fossem conhecidos pelos amantes do vinho esclarecidos do mundo inteiro. No início do século XX, os habitantes de Champagne decidiram proteger a região, fixando uma área estritamente delimitada e regras comuns de produção. Desde então, os viticultores e as Maisons de Champagne, unidos no âmbito do Comitê Interprofissional do Vinho da Champagne, não cessam de desenvolver essa herança para compartilhar com o maior número de pessoas os valores de sua prestigiosa apelação.

TERROIR

O subsolo é, em sua maioria, calcário, o que favorece a drenagem dos solos. A Côte des Blancs, a Côte de Sézanne e o vinhedo de Vitry-le-François repousam sobre a greda emergente; a Montagne de Reims sobre a greda enterrada profundamente; o Vallé du Marne e os pequenos massivos no entorno de Reims contêm uma mescla de marga, argila e areia. Por fim, a Côte de Bar é essencialmente constituída de margas. A greda de Champagne é composta por grânulos de calcitas, oriundos de esqueletos de micro-organismos marinhos, e caracterizada pela presença de fósseis de belemnites. Sua grande porosidade faz dela um verdadeiro reservatório de água que garante aos vinhedos um abastecimento de água suficiente, mesmo em verões mais secos.

VINHEDOS

O vinhedo é dividido em quatro grandes regiões: Montaigne de Reims, Vallée de la Marne, Côte des Blancs e Côte des Bar. Ele possui cerca de 281000 parcelas, cuja superfície média é de 12 ares. 17 vilarejos beneficiam historicamente da denominação Grand Cru e 42 vilarejos da denominação Premier Cru. Os três componentes essenciais do terroir de Champagne - clima, solo e relevo - criam um mosaico de micro-terroirs com características únicas, do qual o know-how dos 15 000 viticultores tira o melhor proveito. O vinhedo da Champagne é plantado entre 90 e 300 metros de altitude, ou seja, é um vinhedo de colinas. O terroir de Champagne possui escarpas e vales em número suficiente para permitir uma boa incidência solar sobre a videira, e sua declividade facilita o escoamento do excesso de água.

PARTICULARIDADES

Os vinhos de Champagne são, por definição, particulares. Por isso, toda a sua produção é feita de forma diferenciada. Da espremedura à rotulagem, o trabalho na cave é marcado por práticas específicas:

Espremedura
As uvas são colhidas exclusivamente à mãe e são espremidas no mesmo dia. Durante este processo, o sumo, denominado mosto, escorre para grandes cubas de aço inoxidável. Em seguida, ele vai para outras cubas de decantação, nas quais ele repousa de 10 a 12 horas para que todas as matérias estranhas se depositem. Ao final, o mosto é transvasado para outras cubas de inox.

Primeira fermentação
A fermentação alcoólica ocorre na cuba. Estra transformação de açúcar em álcool dura cerca de três semanas, liberando gás carbônico. As cubas são completamente preenchidas a fim de evitar transbordamentos. Quando essa fermentação termina, é realizado o primeiro transvase para eliminação de depósitos grosseiros.

Clarificação
Em seguida, a substância é levada à clarificação do vinho, na qual ocorre a filtração para eliminar partículas prejudiciais ao aroma que restam.

Assemblagem
Em dezembro, acontece a degustação dos vinhos das diferentes cubas e os testes de assemblagem são realizados. Este método é feito entre as diferentes castas do mesmo ano e dos vinhos de reserva dos anos anteriores. A assemblagem é uma operação delicada essencial para a perenidade do gosto do vinho.

Engarrafamento
Nesta etapa, são acrescentados açúcar e leveduras às assemblagens para que ocorra a segunda fermentação em garrafa. Ao final deste processo, o gás carbônico resultante das reações é dissolvido no líquido e, somente no destampamento, se tornará espumante. Esta última fermentação deve ocorrer bem lentamente para obter uma espuma leve e persistente.

Repouso
Nesta fase, o vinho deve repousar por, pelo menos, 15 meses para um Champagne não safrado e três anos para um safrado.

Rotação
Ao término da fase de repouso, as garrafas são colocadas em posição inclinada para fazer as impurezas descerem até o gargalo das garrafas. De três a quatro semanas, diariamente, elas são giradas em 1/8 de volta, ao mesmo tempo em que são levantadas um pouco. Quando estiverem na vertical e todas as impurezas tiverem descido para o gargalo, a rotação está concluída. Depois, elas são colocadas numa estante com o gargalo para baixo para a evacuação.

Evacuação (Dégorgement)
O objetivo desse processo é fazer escorrer o depósito concentrado no gargalo da garrafa, sem perder a espuma do Champagne ou o mínimo de vinho possível. Esta operação subtrai da garrafa uma pequena quantidade de vinho e ela é substituída pela adição de vinho da mesma partilha (Cuvée) e de alguns gramas do licor de quilolitro (liqueur d’expédition), composto de vinho de Champagne e de açúcar de cana.

Rotulagem
Também conhecida como Adorno (Habillage), essa etapa posiciona o rótulo, a touca (coiffe) de lacração (surbouchage), o colarinho e o contrarrótulo. A rotulagem do Champagne está sujeita a uma regulamentação diferente em função do país de destino.

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